Maior produtor de petróleo do mundo se preocupa em manter a ordem interna para evitar protestos como o dos países vizinhos
Sejam quais forem os interesses nacionais dos três países que impediram a votação do plano de sanções do Conselho de Segurança contra a Líbia, o que está ocorrendo é uma prova da impotência da comunidade internacional em impedir crimes sanguinários dos ditadores contra seus povos. Durante anos nada se fez de concreto para impedir o genocídio que ocorria no Sudão. Enquanto Kadafi continua massacrando seu povo, o Conselho de Segurança discute nova versão para a proposta de ações contra ele. E quem é que vai fazer os mortos voltarem à vida? E os feridos recuperarem o seu estado anterior? Os diplomatas podem ter tempo, mas as vítimas não têm. E é realmente uma vergonha o que vem acontecendo.
Eu praticamente assisti aos primórdios da Organização das Nações Unidas, quando se transferiu de São Francisco, onde realizou sua primeira reunião, para Lake Success, em Long Island, Nova York. Não me lembro de nada semelhante. O rei da Arábia Saudita, guardião de Mecca e Medina, os lugares mais sagrados do Islã, prefere confiar em seus métodos de manter a ordem interna a contar com a “eficácia” das organizações internacionais que se apresentam como defensoras da paz mundial.
A Arábia Saudita é o mais importante fornecedor de petróleo para o mundo industrializado. O rei saudita esteve durante três meses em tratamento nos Estados Unidos, incluindo um período em recuperação no Marrocos. E a poucos dias de sua volta ao seu palácio em Riad, determinou a divisão de 37 bilhões de dólares entre os quase 20 milhões de sauditas natos. Foi um ato que, no contexto atual da região, entende-se como tentativa de comprar tranquilidade evitando que sua gente siga o exemplo de outros povos árabes. Ele é um beduíno e foi recebido festivamente com uma dança tradicional beduína, a impressionante dança das espadas. Está com 87 anos.
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