Emplacamento de bicicletas não tem data para sair do papel na região
Da Redação
Realidade no Interior, o sistema de emplacamento de bicicletas ainda deve demorar para sair do papel na Baixada Santista. Em função das características geográficas da região, com municípios muitos próximos dos outros, os técnicos entendem que é preciso criar um cadastro único metropolitano, similar ao que ocorre com os veículos automotores.
Para o presidente da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), Rogério Cranstchaninov, o emplacamento é interessante, desde que sejam bem definidas as regras em conjunto com as cidades vizinhas.
"Não adianta nada emplacar as bicicletas em Santos enquanto a Cidade recebe um fluxo enorme de outras, como São Vicente e Guarujá. Como é que poderíamos adotar o mesmo critério na fiscalização? Seria algo impraticável", avalia.
Enquanto o emplacamento não acontece, a CET mantém campanhas de conscientização junto aos ciclistas. Blitze estão sendo preparadas para coibir abusos e irregularidades cometidos por ciclistas no trânsito.
Plano
O diretor-executivo da Agência Metropolitana da Baixada Santista (Agem), Iberê Sirna, explica que o órgão elaborou um plano cicloviário metropolitano, que vem sendo cumprido de forma gradativa.
"O que se pretende nessa etapa é a expansão da malha cicloviária. E as cidades estão procurando cumprir isso. Santos, São Vicente, Praia Grande e Cubatão já concluíram obras que contemplam o ciclista".
A fiscalização, com a consequente regulamentação da lei do emplacamento, deve ser conjunta entre as cidades, na visão de Iberê. "Acredito que as prefeituras vão acabar se estruturando para que isso (emplacamento) vire realidade. Mas hoje é impossível precisar um prazo específico".
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