Chega a 145 o número de mortos após terremoto na Nova Zelândia
G1
O governo da Nova Zelândia elevou, neste sábado, a 145 o número de mortos pelo terremoto de 6,3 graus de magnitude que atingiu na terça-feira a cidade de Christchurch. O número de desaparecidos está estimado em 226.
O primeiro-ministro neozelandês, John Key, visitou o “marco zero” em Christchurch, e anunciou que todo o país respeitará dois minutos de silêncio em memória das vítimas na próxima terça, quando a tragédia completará uma semana. “Sem dúvida é a maior tragédia de nossa história”, disse Key.
O chefe da polícia do condado de Canterbury, Dave Cliff, confirmou que 145 corpos foram recuperados.
As autoridades esperam que o saldo de mortes se eleve pouco a pouco, já que muitas vítimas estão debaixo de montanhas de escombros e metal retorcido pelo terremoto.
“Devem se preparar para o pior. Isto não irá se normalizar em poucos dias”, lamentou, dirigindo-se às famílias dos desabrigados, o prefeito de Christchurch, Bob Parker.
Cinco dias depois da tragédia, a provisão elétrica se restabeleceu em quase todos os distritos, mas a maioria dos habitantes continua sem água potável e se sustenta com a ajuda dos serviços de emergência.
Cerca de 800 banheiros químicos foram espalhados pelos bairros com os encanamentos destruídos para evitar a propagação de doenças, enquanto os engenheiros indicaram que um terço da área metropolitana deverá ser posto a baixo para evitar mais desmoronamentos, pois réplicas do forte terremoto ainda ocorrem na região.
As equipes de resgate não detectam nenhum sinal de vida desde a quarta-feira, 24 horas após o tremor. Até 120 pessoas podem estar sepultadas dentro da sede da emissora local “CTV”, entre elas 60 estudantes e professores de uma escola de idiomas.
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