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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Escola de samba Amazonense levar amores antigos para a passarela no Guarujá

Patrícia Fagueiro


As alegorias estão sendo cuidadosamente preparadas

Quando os corações invadirem a passarela Dráusio da Cruz, até o mais desavisado sobre a ordem dos desfiles saberá: é a vez da Amazonense. A escola guarujaense, que desfila em Santos há mais de três décadas, tem o amor como tema do seu enredo.

"Falaremos dos amores antigos, possíveis, impossíveis, bandidos, fraternos e até dos virtuais. Foi um tema escolhido pela diretoria da escola, já que quase ninguém falou sobre o assunto em Santos", explica a vice-presidente da Amazonense, Sandra de Oliveira Santos.
O segundo casal de mestresala e porta-bandeira entrará no clima: os dois virão vestidos de noivos. As inovações na fantasia foram criação do novo carnavalesco, Anselmo de Brito, que também atua na Imperador do Ipiranga, de São Paulo. "Ele trouxe muita placa, brilho e espelhos", destaca Sandra.

As esculturas dos carros alegóricos serão maiores neste ano: de 6 a 8 metros de altura, algo inédito para a Amazonense, que sempre enfrenta dificuldade para transportar as alegorias de Guarujá para Santos.

"Saímos daqui à meia-noite do dia do desfile e chegamos às 3 da manhã na Ponta da Praia. Três balsas são necessárias para levar os caminhões e as alegorias. Somente por volta do meio-dia é que costumamos chegar ao sambódromo", explica Sandra.

Mas se engana quem pensa que o serviço acaba quando as alegorias chegam à Passarela Dráusio da Cruz. Não raro, as esculturas são danificadas no caminho, especialmente por fios e árvores. No ano passado, uma escultura que vinha com as mãos abertas, viradas para cima, perdeu quatro dedos.

O tempo até a hora dos desfile é usado para fazer os consertos necessários, colar a parte danificada, dar uma arrumada geral e pintar. Este ano, como as esculturas são muito grandes, precisarão ser concluídas no sambódromo. Cabeças e braços só serão colocados pouco antes dos carros entrarem na avenida.

Rei dos tamborins

Há 22 anos como ritmista da Amazonense, Roberto Paulo da Silva, o Bebeto, é bom de ouvido. Ele é responsável por organizar os ritmistas que tocam tamborim.

Além de tocar o seu próprio instrumento, ele também presta atenção no tamborim dos outros. Se algum deles estiver frouxo, por exemplo, Bebeto alerta e pede a afinação do instrumento. Nos ensaios, que ocorrem diariamente, é possível fazer a solicitação, o que não acontece no desfile.

"Por isso, é muito importante o aquecimento da bateria na concentração, para corrigir essas imperfeições.

Porque o microfone que capta a bateria no desfile manda o som direto para os jurados. Se houver algum desafino de tamborim, vão dizer: `Bebeto, você não viu isso?'", resume o experiente ritmista. Mas, supondo que ele ouça um tamborim frouxo na avenida, como age?

"O máximo que posso fazer é dizer `toca mais baixo para não sobressair'".

Confira a série com escolas de samba de Santos:

Nova Metropolitana

Camisa Alvinegra

Unidos da Zona Noroeste

Real Mocidade

Brasil

Mocidade Dependente do Samba

Império da Vila

Bandeirantes

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