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domingo, 27 de fevereiro de 2011

Funcionários da Odebrecht na Líbia desembarcam em MG

Marcos Resende é abraçado por familiar ao desembarcar em Minas Gerais
Foto: Alex de Jesus/O Tempo/Futura Press

Cinco funcionários mineiros da construtora Odebrecht que trabalhavam em Trípoli, capital da Líbia, desembarcaram na noite de sábado no Aeroporto Internacional de Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG). As informações são da agência Futura Press.
Neste domingo, a empresa informou que concluiu a operação de retirada de todos seus funcionários expatriados da Líbia. No total, 3.558 pessoas de 35 nacionalidades saíram do país africano sem nenhum incidente. Ontem, chegou a Malta o terceiro voo fretado pela empresa, com 445 pessoas, e um navio com 1.889 pessoas a bordo. "De Malta, as pessoas seguirão para seus países de origem por meio de conexões, processo que deve durar mais alguns dias", diz a Odebrecht em nota.
Líbios enfrentam repressão e desafiam Kadafi
Impulsionada pela derrocada dos presidentes da Tunísia e do Egito, a população da Líbia iniciou protestos contra o líder Muammar Kadafi, que comanda o país desde 1969. As manifestações começaram a tomar vulto no dia 17 de fevereiro, e, em poucos dias, ao menos a capital Trípoli e as cidades de Benghazi e Tobruk já haviam se tornado palco de confrontos entre manifestantes e o exército.
Os relatos vindos do país não são precisos, mas tudo leva a crer que a onda de protestos nas ruas líbias já é bem mais violenta do que as que derrubaram o tunisiano Ben Ali e o egípcio Mubarak. A população tem enfrentado uma dura repressão das forças armadas comandas por Kadafi. Há informações de que Força Aérea líbia teria bombardeado grupos de manifestantes em Trípoli. Estima-se que centenas de pessoas, entre manifestantes e policiais, tenham morrido.
Além da repressão, o governo líbio reagiu através dos pronunciamentos de Saif al-Islam , filho de Kadafi, que foi à TV acusar os protestos de um complô para dividir a Líbia, e do próprio Kadafi, que, também pela televisão, esbravejou durante mais de uma hora, xingando os contestadores de suas quatro décadas de governo centralizado e ameaçando-os de morte.
Além do clamor das ruas, a pressão política também cresce contra o coronel Kadafi. Internamente, um ministro líbio renunciou e pediu que as Forças Armadas se unissem à população. Vários embaixadores líbios também pediram renúncia ou, ao menos, teceram duras críticas à repressão. Além disso, o Conselho de Segurança das Nações Unidas fez reuniões emergenciais, nas quais responsabilizou Kadafi pelas mortes e indicou que a chacina na Líbia pode configurar um crime contra a humanidade.

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