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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Setor ferroviário movimenta 471 milhões de toneladas em 2010

O setor ferroviário de transporte de cargas movimentou mais de 471 milhões de toneladas em 2010. O número, recorde desde a desestatização do setor, em 1996, é 19,1% superior ao registrado em 2009. Os dados integram o balanço divulgado nesta terça-feira pela Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF).

De acordo com a entidade, a movimentação de cargas nos trilhos brasileiros aumentou 86% desde 1997. Para 2011, o objetivo é superar 530 milhões de toneladas.

Os investimentos das empresas no setor, por sua vez, cresceram 19,45% em relação ao ano anterior e alcançaram o terceiro melhor resultado dos últimos 14 anos: R$ 2,98 bilhões, abaixo apenas dos anos de 2008 (R$ 4,4 bilhões) e 2005 (R$ 3,15 bilhões). Entre 97 e 2010, a soma de investimentos totaliza R$ 24 bilhões. Desse total, cerca de 80% foram para infraestrutura, 15% em equipamentos e 5% em sinalização.

No entanto, de acordo com o diretor-executivo da ANTF, Rodrigo Vilaça, a atual malha ferroviária do país, pouco mais de 28 mil quilômetros, não comporta a demanda da economia. "Temos uma malha centenária e trechos sinuosos que dificultam a operação, mas diante disso já estamos em um novo patamar. Precisamos evoluir na correção e expandir a malha existente. Nós entendemos que o que o governo coloca em pauta, em projetos e em obras, podem nos levar a ter 40 mil quilômetros (de malha) em 2023, mas ainda é pouco, pois hoje já precisamos de 52 mil quilômetros para atender a demanda, sendo dois mil para o trem de alta velocidade", explica Vilaça.

Modernização da frota

A quantidade de contêineres transportados pelas ferrovias teve queda em 2010. Passou de 272.808 em 2009, para 246.869. Por sua vez, a frota de material cresceu significativamente. Se em 1997 eram 1.154 locomotivas e 43.816 vagões em atividade no país, em 2010 foram 3.130 locomotivas e 99.531 vagões.

Entre os anos de 2011 a 2020, a expectativa é adquirir duas mil locomotivas, 40 mil vagões e 1,5 milhão de toneladas de trilhos, demonstrando a crescente modernização do setor.

Um reflexo disso é a idade média da frota de vagões, cada vez menor. Em 1990, era de 42 anos. Em 2010, caiu para 25 anos. Para 2020, a projeção é que eles tenham, em média, 18 anos. A vida útil dos vagões é de 30 a 35 anos.

Empregos em alta

Depois da queda no número de empregados no setor de 2008 a 2009, motivada pela crise financeira internacional, mais de 1.800 vagas foram criadas em 2010. Os empregos diretos e indiretos somaram, no ano passado, 38.595. Em 2011, o setor espera contar com cerca de 43 mil pessoas ocupadas pelos trabalhos nas ferrovias.

Já o número de acidentes também foi reduzido. Se em 1997, eram 75,5 acidentes por milhão de trens/km, em 2010 esse índice foi de 15,3 acidentes. Queda de 79,7% em 13 anos. Em 2009, esse número ficou em 15,6 acidentes.

Índice de eficiência energética
Um dos destaques do relatório apresentado pela ANTF é a redução dos danos causados ao meio ambiente pela otimização do transporte. Se em 1999 eram necessários 5,31 litros de diesel por mil TKU (tonelada por quilômetro útil transportada), hoje se gasta 4,25 litros para o mesmo trabalho.

A economia de mais de um litro, de acordo com a entidade, equivale a uma redução de 296 milhões de litros de diesel para realizar o serviço de 280,09 bilhões de TKU em 2010. Nos últimos 11 anos, a redução do consumo de diesel foi de 19,92%.

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