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terça-feira, 1 de março de 2011

Navios americanos já são vistos na costa da Líbia

EUA deslocam embarcações e aviões militares ao Mediterrâneo, sem apoio da Otan
do R7, com agências internacionais
Texto:
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Diversos navios americanos já são estão sendo vistos no litoral da cidade da Líbia, próximo à cidade de Al Baida, no nordeste do país. A informação foi divulgada nesta terça-feira (1º) pela rede de TV Al Jazeera. Um dia antes, os Estados Unidos confirmaram o deslocamento de embarcações e aviões militares para o mar Mediterrâneo, além de anunciarem medidas contra o regime de Muammar Gaddafi.

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Você acha que Gaddafi vai cair?

Nesta terça-feira, o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney disse que os EUA "não estão tirando quaisquer opções da mesa".

Ele disse que colaboradores mais próximos de Gaddafi deveriam "pensar duas vezes" sobre continuarem apoiando o regime. Há duas semanas, manifestantes pedem a saída de Gaddafi, no poder há quatro décadas. A forte repressão, que pode ter deixado mais de mil mortos, revoltou a comunidade internacional.

Apesar do deslocamento de navios e aviões, os EUA ainda não tem o apoio de aliados para uma eventual intervenção na Líbia.
Comandantes militares americanos informaram nesta terça-feira que não havia consenso até o momento, na Otan (aliança militar do Ocidente), para uma ocupação.

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Os americanos também reconheceram que a criação de uma zona de exclusão aérea, proposta do Reino Unido, seria "extraordinariamente" complicada. A informação foi confirmada pelo secretário americano de Defesa, Robert Gates.
Hillary fala em resgate humanitário

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse nesta terça-feira que os navios americanos poderão ser usados para missões humanitárias e de resgate.

Líbia sofre sanções

Gaddafi sofre uma grande pressão com as deserções de diplomatas em líbios em diversos países, além de ministros de seu governo e líderes tribais e religiosos.

No campo externo, o Conselho de Segurança da ONU, a União Europeia e os Estados Unidos já impuseram sanções ao governo e restrições de viagem a Gaddafi e a pessoas próximas a ele. Os americanos também congelaram bens no valor de R$ 49 bilhões (US$ 30 bilhões) em ativos da Líbia no país.

Gaddafi tenta resistir a todo custo

Enquanto se fecha o cerco contra o seu governo, Gaddafi tenta resistir a todo o custo. Conselheiros regionais do norte do Mali, também no norte da África, disseram em entrevista à agência de notícias France Presse que o líder líbio recrutou centenas de jovens guerreiros de tribos tuaregs do Mali e do Níger, entre eles ex-rebeldes.

Abdu Salam Ag Assalat, presidente da assembleia regional da localidade de Kidal, disse estar "preocupado por várias razões".

Ele que o grande temor é que eles retornem "com as mesmas armas para desestabilizar" a região de Sahel.

O líder regional disse ainda que existe uma rede que organiza as viagens "a partir do Chade, por ponte aérea. Outros seguem para o sul da Líbia por estrada".

Gaddafi sofre derrota em contra-ataque

As forças de Gaddafi fizeram poucos avanços na tentativa desta terça-feira (1º) de retomar o controle de cidades tomadas pela oposição, em especial Zawiya, a 50 km ao oeste de Trípoli, informa o jornal americano The New York Times.

Os líderes rebeldes disseram que os últimos ataques de partidários do coronel Gaddafi em Zawiyah acabaram em sua retirada em desespero.

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