fonte: a tribuna
A China demitiu três diretores da companhia de trens, neste domingo, após a colisão de dois trens-balas que matou ao menos 43 pessoas no sábado e trouxe à tona novos questionamentos sobre a segurança neste tipo de transporte.
Cerca de 200 pessoas estão internadas, 12 delas em estado grave, diz a agência oficial Xinhua. Dois estrangeiros, cuja nacionalidade não foi revelada, estão entre as vítimas do acidente.
Os trens baterem sobre uma ponte na província de Zhejiang, provocando um descarrilamento e a queda de dois vagões no rio. Segundo a agência estatal, foi o pior acidente desde 2008.
Segundo a mídia estatal, um dos trens teve uma falha de energia após ter sido atingido por um raio. A falha de energia fez com que não funcionasse o sistema de segurança criado para alertar trens sobre outras locomotivas na linha.
Equipes de resgate e bombeiros ainda estão no local em busca de sobreviventes. Segundo a TV estatal, um menino de 4 anos e um bebê do sexo masculino foram retirados com vida dos destroços. Nâo se sabe até agora quantas pessoas viajavam nos trens, que colidiram perto da cidade de Wenzhou, na província de Zhejiang, a 1.380 quilômetros ao sul de Pequim.
Ação rápida
Autoridades agiram rápido em desligar os responsáveis pela companhia para tentar acalmar a revolta pública com o acidente. Os três demitidos -o chefe do escritório da companhia em Xangai, o seu adjunto e u chefe do escritório no Partido Comunista- também serão alvo de investigação, disse o Ministérios dos Transportes Ferroviários em comunicado.
Os trens de alta velocidade são o meio de transporte mais popular de longa distância na China. Os trens andam quase sempre lotados, com até 1 mil passageiros.
A China está investindo bilhões de dólares na construção de malha ferroviária de alta velocidade. Recentemente, no dia 30 de junho, o primeiro-ministro chinês Wen Jiabao havia inaugurado oficialmente uma linha de alta velocidade, com custo avaliado em US$ 33 bilhões, entre Pequim e Xangai.
Os grandes investimentos transformaram o setor em foco de corrupção. Segundo uma auditoria estatal, pessoas ligadas à direção das construtoras desfalcaram no ano passado 187 milhões de iuanes (US$ 29 milhões) na linha projetada entre Pequim e Xangai.
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