São Paulo
O novo modelo de administração do sistema de transporte ferroviário brasileiro aprovado nesta quinta-feira pelo Governo acirra a corrida das empresas interessadas em construir, gerenciar e terceirizar os serviços da nova malha no País.
A expectativa é de que as novas três resoluções abram o mercado de trens, acabem com o monopólio em linhas de grande movimento e forcem a queda das tarifas já a partir de 2012. A novidade deve aumentar a concorrência e permitir que novas empresas utilizem a malha atual.
O objetivo é ampliar as linhas férreas dos atuais 29 mil para 40 mil quilômetros de extensão até 2020. O setor prevê que há mais de 700 obras a serem realizadas pela iniciativa privada como concessões administrativas que levarão à maior competitividade.
Nesse momento estratégico e decisivo acontecerá o Seminário Concessão de Ferrovias – Impactos do Novo Modelo para a Infraestrutura. O foco do evento corporativo é abordar as oportunidades que surgirão para a iniciativa privada na administração ferroviária com as mudanças determinadas pelo novo marco. O seminário acontecerá em 29 de Julho, em São Paulo.
O encontro vai esclarecer como os negócios em torno das concessões vão movimentar bilhões de reais em setores diversos como construção civil, logística, maquinário, tecnologia, automação e transporte.
Os palestrantes vão mostrar os impactos do novo modelo para as concessionárias e usuários e como o Governo pretende elevar aos 32% o transporte de cargas movimentado pelas ferrovias. Hoje, os trens são responsáveis por 26% do transporte de carga.
Os participantes terão acesso à avaliação que a Secretaria Nacional de Transportes faz do atual cenário ferroviário e como o BNDES prevê que o novo modelo de concessão levará ao melhor desempenho da infra-estruturar ferroviária brasileira com mais investimentos, melhorias na qualidade dos serviços, contribuindo para a geração de mão-de-obra especializada, facilitando a construção de novas linhas e, ainda, trazendo benefícios à segurança do passageiro e do transporte de carga.
Saberão como a ANTT determinará a regulação dos novos contratos e como a VALEC estruturará as novas licitações. Esclarecerão, também, como a nova regulação baseada em possibilidades contratuais criará um ambiente mais aberto e concorrencial ao setor de ferrovias.
No aspecto logístico, esse seleto grupo conhecerá as experiências e expectativas da Amsted Maxion. Quais são os entraves para o transporte ferroviário mais eficiente? Como estruturar planos de investimentos em recuperação da linha férrea com melhorias tecnológicas e de segurança? Quais são as melhores estratégias de investimentos para capacidade produtiva?
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